A filosofia no mundo dos adolescentes

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Ana Maria Fonseca Machado

Resumen

Neste trabalho, procuro refletir sobre o ensino da Filosofia no ensino médio a partir das características cognitivas e psicossociológicas próprias da adolescência. Considero que a compreensão desse período não pode limitar-se às transformações biológicas, devendo levar em conta também os contextos históricos, culturais e educativos em que os jovens se desenvolvem. A partir das contribuições de Piaget e Inhelder, analiso algumas características do pensamento adolescente, como a aproximação com o abstrato e o possível, o desenvolvimento do pensamento hipotético-dedutivo, a capacidade de construir sistemas de ideias, o senso crítico e a curiosidade intelectual. Tais características permitem afirmar que o adolescente é capaz de filosofar e de aprender Filosofia, desde que o ensino não se reduza à memorização de conteúdos. Defendo, portanto, aulas que favoreçam a criatividade, o diálogo, a autocrítica, o trabalho em grupo e a problematização de temas relacionados à realidade e aos interesses dos jovens. Considero também algumas dificuldades presentes nesse processo, como a resistência à disciplina, as limitações de vocabulário, a passividade e a descontinuidade entre os conteúdos. Nesse sentido, o ensino da Filosofia deve contribuir para a formação de sujeitos reflexivos, autônomos e capazes de compreender a si mesmos, o outro e o mundo em que vivem.

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Cómo citar
Fonseca Machado, A. M. (2020). A filosofia no mundo dos adolescentes. Cuadernos FHyCS-UNJu, (15), 357–366. Recuperado a partir de https://revistas.fhycs.unju.edu.ar/revistacuadernos/index.php/cuadernos/article/view/669
Sección
Invitada

Citas

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